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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Águas de... Morte!

Millor Fernandes diria que " a memória do brasileiro vai só até a missa de 7° dia!"

C'est la vie! É a vida! A vontade divina! São frases usadas no dia-a-dia para aceitar resignadamente, que na vida, coisas ruins acontecem aparentemente, sem nenhuma razão em particular.

Fomos avisados em Santa Catarina, Angra dos Reis e Alagoas.

Somos avisados todos os anos, há séculos, pelas águas de março. Há registros de enchentes no estado do Rio de Janeiro desde 1711, nos tempo do Brasil colônia!

Crises não mandam avisos e se desenrolam com dinâmica própria e fora de controle. Portanto, enchentes não são crises! São eventos climáticos previsíveis.

A crise é não se preparar de maneira responsável. A crise é não ter planos de prevenção e de contingências. A crise é não dispor de equipes treinadas, protocolos de prevenção, e de logística para lidar com a tragédia anunciada!

O Estado existe para a realização do bem comum. Nós pagamos impostos para financiar o bem comum!

Cada vida perdida é um crime de responsabilidade de um Estado omisso, corrupto, despreparado, que não regula, que não fiscaliza, e que não age de maneira transparente.

É hora de procurar os culpados sim senhor! Em qualquer país sério a seqüência de tragédias climáticas teria conseqüências políticas graves.

Não se trata de "politizar a tragédia"! O Brasil está exposto ao risco de desastres naturais como qualquer outro país.

Nós brasileiros precisamos confiar que nossos governantes saberão agir com responsabilidade e de que estamos preparados para lidar com eventos totalmente previsíveis!

Em qualquer país sério, a oposição, o ministério público, e a sociedade civil responsabilizariam cível e criminalmente todos os políticos envolvidos na seqüência de tragédias, seja de que partido político for, por omissão, negligência, prevaricação e homicídio culposo!

Este não é o momento para bravatas, desculpas esfarrapadas, de auto confiança excessiva, de arrogância ou de ignorância. Esse é o momento para dar o exemplo!

É pau, é pedra, é o fim do caminho!