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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Calça de veludo ou bunda de fora!

Comecei a escrever meu blog há 6 meses. Escrevi uma média de 2 textos por semana.
Três destes textos versaram sobre o tema da comunicação corporativa, 3 sobre crescimento sustentável, e 2 sobre futebol.
Nos outros 36 textos procurei expor a farsa da candidatura de Dilma Rousseff, o projeto pessoal de poder de Lula e a agenda nefasta do PT.

Uma rápida e dinâmica leitura sobre o que foi publicado na imprensa após mais um debate que não aconteceu e a 48 horas da abertura das urnas a impressão é a de que está terminada a campanha mais desapaixonada e burra que aconteceu nos últimos 50 anos.
Em termos comparativos foi a 2ª pior coisa que aconteceu este ano. Só perde para a seleção do Dunga!

É fácil, nesta hora, vestir a calça de veludo dos resultados de pesquisa que apontam para um desfecho, na melhor das hipóteses, apertado no 1º turno.
Eu prefiro continuar de bunda de fora e acreditar que vamos ter um 2º turno!

Por 3 razões:

A primeira razão é óbvia! A campanha não terminou mas entra sim na sua 25ª e decisiva hora.
A hora em que as pessoas conversam e começam a colocar na balança um conjunto vasto de fatores.
Um misterioso mosaico de valores e preconceitos que resultará no seu voto.

A segunda razão que me leva a acreditar em um 2º turno são os fatos.
Esta será a 6ª eleição que deixa evidente a polarização do eleitorado entre as forças majoritárias do PSDB e do PT.
Sempre tivemos uma 3ª via!
Desta vez, entretanto, a novidade se chama Marina Silva do PV.
Marina se mostra resiliente, cresceu e canibaliza mais votos do PT do que do PSDB.
Nem mesmo Lula conseguiu levar suas duas eleições no 1º turno.
Dilma Rousseff, que não é Lula, também não vai levar a eleição no 1º turno!

A terceira razão é totalmente subjetiva e pessoal e tem a ver com instinto, emoção e talvez até torcida.
Percebi uma mudança no emocional e visível no semblante de Dilma Rousseff a partir do 2º bloco do debate quando foi ironizada pela platéia ao falar das doações oficiais de campanha.
O semblante se fechou mais ainda no 4º bloco quando respondendo à Plínio soltou a pérola : “Na Inglaterra, eles são ingleses e são diferentes de nós.”
A partir daí e até suas considerações finais Dilma sequer sorriu e me passou uma sensação de prostração e cansaço!
Como se tivesse admitindo para si mesma: Mifu! Pisei na bola e vai ter 2º turno!

Por outro lado percebi um José Serra mais solto e confiante!
Talvez até mais animado com a eventualidade de um 2º turno.
Seja por sua estratégia arriscada que evitou o confronto precoce ou graças a Marina Silva.
Resolvidas as disputas regionais José Serra joga todas as suas fichas e carreira política na possibilidade de encarar a criatura de Lula no mano-a-mano!

Tá todo mundo apostando que Dilma leva no 1º turno!

Mas como diz a anedota ouvida em Brasília, só será possível prever o resultado da eleição depois de 3 de outubro.

Até lá os donos dos institutos de pesquisa eleitoral, estarão com o cu na mão!

E eu com a bunda de fora... acreditando que vai dar 2º turno!

sábado, 18 de setembro de 2010

Temas malditos e cascas de banana!


Extrai o título deste "post" de um artigo publicado por Alfredo Sirkis no blog do PV (Partido Verde) em Junho deste ano.

Inclui o artigo no meu banco de dados de pesquisa porque me interessava acompanhar, do ponto de vista de comunicação, como certos temas sensíveis seriam abordados na atual campanha política.

Temas como orientação sexual, aborto, drogas, religião, violência contra mulheres, etc. tem sido abordados pela imprensa e por todo o espectro político de maneira ignorante, sem nenhuma sutileza e sempre carregado de preconceito e intolerância e dependendo do viés da campanha, com um único objetivo: Deturpar e desgastar as campanhas adversárias.

Confesso que eu mesmo, por pura galhofa, ou no calor da discussão, possa ter eventualmente abordado este temas de maneira desrespeitosa.

Mea culpa! Lamento e peço desculpas se por acaso alguém tiver se ofendido.

Não discrimino ninguém e desejo que todo brasileiro tenha pleno direito à cidadania.

Entretanto, acredito que o sistema democrático, ao contrário do sistema monárquico, foi desenhado para forçar os líderes políticos a prestar contas regularmente. Esta prestação de contas é feita a cada eleição através das campanhas políticas.

Portanto, acredito também que não somente é um direito, como uma obrigação de um candidato que presume representar um segmento do eleitorado, apresentar a exame público o passado e a vida de um adversário político.

Não existem "balas de prata". O que os americanos chamam de pesquisa de oposição (opposition research) não tem nada a ver com golpes sujos, mas sim, com o dever de um candidato a cargo público.

Pesquisa de oposição não presume uma campanha negativa, mas sim, um ensaio das faltas de um adversário político como legítimo representante de todos eleitores.

Por essa razão, fica aqui um alerta!

Nos últimos 2 dias tem sido divulgados na internet ataques questionando a orientação sexual da candidata que lidera as pesquisas. A forma do ataques é tão primária que só pode ser coisa de "aloprados". Petistas ou tucanos!

É uma armadilha, uma casca de banana, um autentico alçapão para captura de pássaros exóticos!

Essa tática não é nova e já foi utilizada formalmente (com resultados óbvios) na campanha de Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo em 2008.

Já vimos esse filme antes!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores!



Minha filha Ana, bióloga e mestranda em ecologia aplicada, me questionou outro dia porque eu não escrevia mais (e bem) sobre a candidata Marina Silva.
Já escutei o mesmo questionamento partindo de outros jovens.
Me interesso muito sobre o tema do desenvolvimento sustentável e já escrevi aqui pelo menos 4 textos a respeito.
Admiro muito a candidata Marina! Sua vida é um bom exemplo para ser seguido por milhões de jovens brasileiros confrontados com os horrores, infortúnios e desventuras da desigualdade.
Marina Silva é a única entre os 3 principais candidatos que traz consigo uma mensagem de moderação, responsabilidade e compaixão!
Os outros dois são desenvolvimentistas na essência. Para ambos o crescimento é a panacéia para a cura de todos os nossos males.
Minha admiração pela candidata Marina, infelizmente, é proporcional à decepção que sinto por ver a mensagem do desenvolvimento sustentável, se confundir com a mensagem do meio ambiente.
Talvez seja pela força do nome do seu Partido, o Verde, ou por carregar consigo o rótulo de Ministra do Meio Ambiente, ou quem sabe até, por ser difícil processar novas informações em mentes formadas para escutar somente informações conhecidas.
Como, por exemplo, questionar o valor de mais crescimento ou até fazer uma simples distinção entre crescimento e desenvolvimento.

Uma dica de comunicação!

Desenvolvimento sustentável não significa meio ambiente somente!
Desenvolvimento sustentável significa tirar milhões de pessoas da pobreza extrema, que não tem como usufruir das maravilhas do mundo moderno como eletricidade, por exemplo.
Desenvolvimento sustentável é progresso, aumento qualitativo, Como por exemplo, menores taxas de analfabetismo e pobreza, maior expectativa de vida, mais lazer, melhor qualidade ambiental, liberdade, justiça social e bem estar, etc.
Desenvolvimento sustentável é transferir riqueza. É aumentar o nível de consumo dos mais pobres!
Ora, nenhum partido político moderno jamais conseguiu apoio para um programa que transfira riqueza para os mais pobres à custa ou sequer ao sacrifício do crescimento para os mais ricos e poderosos!
É louvável, portanto, que 23 anos depois de ser formulada pela Comissão Bruntland em 1987 a expressão "sustentabilidade" ou "desenvolvimento sustentável" tenha sido introduzida no debate eleitoral pela candidata Marina.

Uma dica de comunicação! 

Os outros dois candidatos falam e prometem um crescimento anual de 7% a.a. Em dobrar o PIB para US$3,0 trilhões e aumentar a renda per capita em + 50% para US$15 Mil nos próximos 12 anos.
Marina deveria persuadir os jovens, e qualquer cidadão responsável, que ela tem as respostas para as seguintes perguntas:

1. Crescimento do que?

2. Para quem?

3. A qual custo?

4. Qual a necessidade real?

5. Qual a maneira mais direta e eficiente para beneficiar aqueles que necessitam realmente?

6. Quanto é suficiente?

Por enquanto Marina não convenceu os críticos a ponto destes comentarem ser ela a candidata de uma nota só!
Espero, para o bem do país e ao contrário do presidente Lula, que a candidatura de Marina não mingue!
Costumo dizer que a candidatura de Marina é natural! Sem trocadilho! 
Marina fica feliz quando as entrevistas começam, já a Dilma, por exemplo, fica feliz quando as entrevistas terminam.
Marina morena, você sabe comunicar! Foco no contraste!
Marina morena torço para que você e o tema do desenvolvimento sustentável tenham chegado para ficar.

Obrigado pela luta e que Deus te proteja!